Ela usava as roupas dele para que se sinta bonita, e ganhar clientes.
Ela era linda, sofisticada, reconhecida. Ele, humilde e simples.
Ela nunca casaria. O coração dele já tinha dona.
Ela já não era tão jovem. Ele, reconhecido por suas roupas.
Ela perdia clientes, devia dinheiro. Ele ganhava.
Ela fugiu do burdel. Ele continuava fazendo roupas para a musa.
Um dia ela voltou, vivia em um hotel, fazia serviços em troca de uma cama, agua e comida.
Ela estava doente. Mesmo assim, continuava sua vida.
Ela liga para o alfaiate. Ele vai a ve.
Ela devolve todos os vestidos, e pede que ele faça um, que deixe-a divina.
Ele diz que faria em troca de nada.
Ela pede que ele tire as medidas. Ele diz que sabe como fazer.
Ele moldea a silhueta dela com as mãos.
Ela chora, arrependida de nunca ter aceito o amor.
Ele abraça ela.
Ela deita na cama, já sem forças para estar de pé.
Ele vai embora fazer o ultimo vestido.
Dias depois ele leva o vestido para a prostituta.
Ela, deitada na cama, diz que já não é necesario, que ela estava destruída.
Ele diz que o vestido ficará perfeito nela, e ela se sentira jovem de novo.
Ela pede que ele fosse embora, que era contagioso.
Ele responde que não havia problema.
- Lembro de quando a gente se conheceu. Voce tinha 20 anos, eu. 25.
- Sim - responde ele.
- Nunca retribui como você merecia, e só percebo agora quando já não me resta nada.
Sendo que o unico que ele queria, era que ela o amasse.
Ela sabia disso. E ela o amava. Mas sabia que ela não merecia.
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